Aprendendo Geografia

Saturday, August 26, 2006

África Negra



A população economicamente ativa


Fonte: Enciclopédia do Mundo Contemporâneo. São Paulo/Rio de Janeiro, Publifolha/Terceiro Milênio, 1999.




A maioria dos países africanos possui uma economia baseada no desenvolvimento de atividades primárias, como agricultura, a pecuária e o extrativismo mineral e vegetal. É nas atividades primárias, que está empregada a maior parte da população economicamente ativa (PEA) desses países, com algumas exceções, como nos casos da África do Sul, Argélia, Egito e Tunísia.A atividade industrial é bem pouco difundida, sendo a África o continente com o menor índice de industrialização no mundo.




África dos minerais






A maior parte do território africano é constituída por terrenos geologicamente antigos, datados da era Pré-Cambriana, bastante desgastados pela ação erosiva. Esse fato confere ao continente uma importante característica: a presença de uma grande quantidade de afloramentos de rochas e minerais.A abundância de jazidas minerais foi um dos aspectos naturas da África que mais atraiu os colonizadores europeus, pois eles necessitavam cada vez mais de matérias-primas para abastecer a crescente industrialização de seus países. Hoje, mesmo depois do processo de colonização, as maiores companhias mineradoras são de origem européia, além de empresas norte-americanas e japonesas. Essas multinacionais exploram o subsolo africano, destinando aos seus países de origem a maior parte da produção e dos lucros obtidos com a comercialização.




África dos grandes fluxos migratórios



Entre os séculos XV e XIX, a apreensão de africanos para o trabalho escravo, principalmente na América, constituiu um importante fluxo migratório. A partir do século XIX, a introdução das atividades de mineração e de plantations pelos colonizadores europeus provocou vários movimentos migratórios internos, como o deslocamento de mão-de-obra para áreas de exportação.
Mais recentemente, após o processo de descolonização, desencadearam-se grandes fluxos migratórios devido o êxodo rural, que vem provocando um rápido processo de urbanização em vários países africanos. Existe também intensos fluxos migratórios de uma área rural para outra, que podem ocorrer no interior de um mesmo país.
Do mesmo modo, o fenômeno da desertificação e da fome movimenta um grande fluxo de migração (região norte de Sahel), pois tem expulsado a população para áreas monocultoras e de extração madeireira, localizadas ao sul. O desemprego e as guerras civis provocadas por conflitos étnicos também é um dos principais fatores que colaboram para as migrações.
África Negra ou Subsaariana



A África Subsaariana é composta de países localizados ao sul do deserto do Saara. A população dessa região da África é predominantemente negra, e seu padrão de vida, o mais baixo do mundo.


África Subsaariana e o sistema de monoculturas
Na África o sistema de plantations, iniciado pelos colonizadores europeus, deu origem às grandes lavouras monocultoras comerciais, que atualmente desenvolvem culturas tropicais em grandes propriedades rurais.
As lavouras monocultoras ocupam, em geral, as terras com melhor fertilidade, utilizando grande quantidade de mão-de-obra para os trabalhadores de aragem do solo, plantio, colheita e aplicação de fertilizantes e agrotóxicos, atividades árduas e muito mal remuneradas.
Vários países localizados na África Subsaariana destacam-se como grandes produtoras e exportadoras mundiais de café, cana-de-açúcar, amendoim, algodão, chá, além de frutas como banana, abacaxi e cacau.
Dessa forma, a agricultura de subsistência e a produção de gêneros alimentícios básicos, apresentam-se prejudicadas, pois a produção é insuficiente para atender a procura do mercado interno, obrigando vários países africanos importar alimentos para a população.
África do Sul














A África do Sul é o país mais desenvolvido do continente, responsável por quase 50% da produção industrial africana. É o país que apresenta o maior PIB, a maior renda per capita e também os melhores indicadores sociais do continente africano.
Com uma população de aproximadamente 44 milhões de pessoas, sendo 85% negros. A África do Sul possui a maior taxa de urbanização da região, com 80% da região urbana concentrada em apenas 4% do território, particularmente em torno da conurbação formada por Pretória e Johannesburg, principal centro comercial e industrial da África do Sul.





Johannesburg


Sua economia está voltada aos depósitos minerais (ouro, manganês, platina, cromo e diamantes), ao turismo e também a um grande parque industrial, concentrada principalmente em torno de três grandes cidades: Cidade do Cabo, Durban e por Elizabeth. A participação do produto industrial na composição da riqueza nacional é a maior de todo o continente, a indústria emprega 30% da população ativa. O setor primário corresponde apenas 4% do PIB, índice muito inferior ao que apresenta maior parte dos países africanos.





Apartheid


O processo de democratização da África do Sul foi lento, pois ela esteve submetida por mais de 45 anos de apartheid – que significa regime de descriminação étnica, política e social que atingiu os direitos da população negra. O apartheid é uma expressão na língua africâner que significa separação ou segregação. Esse termo foi usado para designar o sistema de organização política implantado e mantido pelo governo da África do Sul a partir de 1948, no qual a maioria negra do país ficava impedida de ter os mesmos direitos constitucionais da minoria branca.
Dessa forma, a população negra, que compunha 70% da população do país, não tinha direito de possuir propriedades foras das áreas designadas pelos brancos. Não podiam participar com o voto nas eleições governamentais e eram obrigados a viver em zonas residenciais separadas das dos brancos. Os casamentos e relações sexuais entre pessoas de raças diferentes eram ilegais. Os negros geralmente trabalhavam nas minas, comandados por capatazes brancos e viviam em guetos miseráveis e superpovoados.
A partir de 1975, com o fim do império português na África, lentamente começaram os avanços para acabar com o apartheid. A comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas - ONU faziam pressão pelo fim da segregação racial. Em 1991, o então presidente Frederick de Klerk não teve outra saída: condenou oficialmente o apartheid e libertou líderes políticos, entre eles Nelson Mandela. A partir daí, os negros adquiriram direito ao voto e em 1994 foram realizadas as primeiras eleições multirraciais na África do Sul e Nelson Mandela se tornou presidente do país.
Nelson Mandela




Para Pensar?
O Apartheid terminou, mas será que a situação mudou?
África: um continente flagelado pela Aids



A pobreza, a falta de informação e as guerras produziram uma bomba de efeito retardado que está dizimando a África: nas duas últimas décadas, a Aids matou 17 milhões de pessoas no continente. De cada três infectados pela Aids no planeta, dois vivem na África. A cada minuto, oito novos doentes surgem no continente. A África do Sul é o país que mais tem vítimas do HIV no mundo todo, um em cada nove de seus 45 milhões de habitantes está infectado.
O HIV se alastra livre e solto pelo continente, sem que os governos tomem medidas preventivas eficazes. Com exceção de Uganda, praticamente não há campanhas de prevenção, faltam testes de HIV e não há medicamentos para tratar os doentes. A razão é a falta de vontade política dos governos de lidar com a doença e de tocar em assuntos tabus para a maioria das culturas africanas, como sexo, homossexualismo e camisinha.
Muitos africanos ignoram o que seja Aids. Eles acham que a doença é causada apenas pela pobreza, por bruxaria, inveja ou por maldição de espíritos antepassados. Estes mitos aumentam o estigma em torno da Aids, mantida em segredo por doentes e familiares devido ao preconceito e ao isolamento a que são submetidos na comunidade.
A doença também ameaça corroer as frágeis economias dos países. O Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul, por exemplo, será 17% menor em 10 anos por causa da Aids. Empresas de vários países calculam perder entre 6% e 8% dos lucros em gastos com funcionários contaminados, incluindo o pagamento de funerais e medicamentos básicos.



Fonte: Agência Aids




As onze linguas de um só país

Imagine um grupo de pessoas conversando animadamente sobre um mesmo assunto, mas cada um no seu próprio idioma. Absurdo? Pode ser, mas foi exatamente o que aconteceu nas ruas de Johanesburgo, no final de abril de 1994, logo após o então recém eleito presidente Nelson Mandela oficializar o que, na prática sempre aconteceu na África do Sul: uma grande salada lingüística.
Tal qual uma ante-sala da Torre de Babel, o país sempre pecou pela quantidade de dialetos não reconhecidos e, por isso mesmo, cada vez mais estrito. No total, havia na África do Sul nada menos do que onze maneiras de se dizer a mesma coisa, ainda que um interlocutor jamais fosse atender o outro. Dos incompreensíveis dialetos tribais, dos tsongas e vendas, aos mais praticados idiomas zulu e xosa, passando, naturalmente, pelo inglês e pelo africâner (até então as duas línguas oficiais do país), falava-se tudo de todas as maneiras. Uma simples saudação de bom-dia tanto poderia ser desejada em inglês (good morning), quanto em africâner (goeie more), zulu (sakubona), xosa (molo), e por aí a fora.
Era assim, e continua sendo. A diferença é que, agora todas as onze línguas e dialetos praticados no país são reconhecidos legalmente.

Você Sabia?

Que a Angola, um país do continente africano possui o idioma português.

Aprendendo um pouco mais...

A ÁFRICA DO SUL VAI SER O PRÓXIMO PAÍS SEDE DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, MAS AINDA ENFRENTA MUITOS PROBLEMAS. QUAIS SÃO ELES? O QUE ESTÁ FAZENDO PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?

1 Comments:

Blogger rafaela said...

Bom, Aprendi meuito com as informações deste sate...

3:27 PM  

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